Palmas (TO),

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    29/05/2019

    CAPITAL| No Dia Mundial Sem Tabaco, profissionais de Saúde reforçam ações de prevenção e incentivam o tratamento

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    Dia 31 de maio, celebra-se o Dia Mundial Sem Tabaco, cujo tema da campanha deste ano é ‘Não deixe o tabaco, tirar seu fôlego’. Na Capital, a rede municipal de Saúde dispõe de grupos de tratamento que vêm auxiliando fumantes a vencer a dependência à nicotina. Em Palmas, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde existem 50 pessoas em tratamento.

    Nesta quarta, 29, um dos grupos organizados pelo Centro de Saúde da Comunidade da Arno 71 se reúne no auditório do CSC da Arno 44 para falar sobre os avanços obtidos nas últimas semanas de tratamento e ainda participam de uma palestra sobre saúde bucal com um odontólogo da rede municipal e de dinâmica em alusão ao Dia Mundial Sem Tabaco. A reunião começa às 17h30, no auditório da unidade. E na sexta, 31, os profissionais farão abordagem na sala de espera do CSC da Arno 71.

    O terceiro encontro do grupo do CSC Laurides Milhomem também acontece nesta quarta, às 14 horas, no Centro de Referência em Assistência Social (Cras) do Jardim Aureny III.

    Como funcionam os grupos

    O Programa Municipal de Controle do Tabagismo tem como objetivo reduzir a prevalência de fumantes e a consequente morbimortalidade por doenças tabaco-relacionadas. Para isso utiliza as seguintes estratégias: prevenção de iniciação ao tabagismo, proteção da população contra a exposição ambiental à fumaça de tabaco, promoção e apoio à cessação de fumar e regulação dos produtos de tabaco através de ações educativas e de mobilização de políticas e iniciativas legislativas e econômicas.

    A psicóloga do projeto Palmas para Todos, Kathy Menten, explica que os grupos têm duração de três meses e contam com a participação em média de 10 a 15 pessoas que querem abandonar o hábito de fumar. O trabalho é contínuo, a cada três meses finaliza uma turma e inicia outra.

    O acesso ao tratamento funciona da seguinte forma: todas as pessoas que tenham interesse em parar de fumar podem procurar seus centros de saúde de referência e de lá serão agendados via Sistema de Regulação (Sisreg), pelo profissional de saúde da unidade, para um dos Grupos de Apoio Terapêutico ao Tabagista.

    “No primeiro encontro tem avaliação médica para ver o histórico da pessoa e qual será a melhor alternativa de tratamento. Depois o acompanhamento é multidisciplinar e consiste em intervenções cognitivas-comportamentais, treinamento de habilidades sociais, aconselhamento, e também conta com práticas integrativas, além do possível uso de medicamentos”, explica a psicóloga.

    Segundo ela, nem todos necessitam de medicamentos. “Muitas pessoas já cessam o uso do tabaco apenas com apoio psicológico e do grupo, outros necessitam de tratamento medicamentoso”, reforça a psicóloga Kathy, ressaltando que os grupos têm apresentado bons resultados e que os pacientes que seguem o tratamento até o fim, normalmente conseguem parar de fumar.

    Atualmente, Palmas conta com grupos ativos de combate ao tabagismo no CSC da Arno 71, no CSC Professora Isabel Auler (Arse 23), no CSC Valéria Martins e no CSC Laurides Milhomem (Jardim Aureny III).

    Males do tabaco

    De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 4,9 milhões pessoas (10 mil/dia) morrem todos os anos no mundo por causa de doenças relacionadas ao tabaco. E a previsão é de que esse número aumente para 10 milhões por volta de 2030.

    Desde 1987, a Organização Mundial de Saúde (OMS) comemora esta data com o intuito de divulgar e sensibilizar o maior número de pessoas sobre os males causados pelo consumo do tabaco e seus derivados, as doenças e mortes evitáveis que estão relacionadas à epidemia do tabagismo.

    Segundo o Ministério da Saúde, a fumaça dos derivados do tabaco apresentam mais de 4.700 substâncias tóxicas ao organismo, dentre as principais estão o alcatrão, o monóxido de carbono e a nicotina responsável pela dependência que se estabelece nos fumantes.

    Em relação aos danos de longo prazo, o tabaco tem relação bem estabelecida, com 90% de câncer de pulmão, 80% das doenças pulmonares obstrutivas crônicas (enfisema), 45% em doenças cardiovasculares, 30% de infarto e 30% de todos os tipos de câncer.

    Além dos danos causados ao fumante existem os causados pela poluição tabagística ambiental que amplia a população que está submetida aos riscos do tabagismo, estabelecendo uma nova categoria de fumantes – os passivos. Estudos recentes confirmam que os riscos de adoecimento e morte aumentam para os que estão, involuntariamente, submetidos à fumaça dos derivados do tabaco.

    SECOM/Semus


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