Palmas (TO),

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    11/06/2019

    Saúde mental da criança: Responsabilidade dos pais


    Chamamos de Saúde Mental a capacidade humana de administrar as próprias emoções frente os múltiplos fatores que afetam a existência. A busca pelo equilíbrio emocional ocorre em todas as etapas da vida (infância, adolescência, vida adulta e velhice) e tem sido fator de estudo e especulações na atualidade.

    É preciso ter claro que desde a infância experimentamos e lidamos diariamente com emoções diferentes. A criança sente diversas emoções sem ter aparato cognitivo para discernir entre elas. Cabe aos pais acompanhar seus filhos por estes processos e auxiliá-los a identificar, diferenciar e administrar suas emoções de modo consciente e saudável. Quando isso não ocorre de modo satisfatório a criança pode expressar comportamentos que atrapalharam sua inserção e convívio no meio social, tal como se espera.

    A Ansiedade, a Depressão e o Estresse são alguns dos nomes que atribuímos a estas desorganizações que tornam a experiência de vida humana sofrível e – por vezes – até mesmo insustentável. Ao logo da vida nos deparamos com diversas situações que podem ou não causar adoecimento psíquico. A perda de um ente querido, o termino de um relacionamento, a mudança de cidade entre outras situações que para alguns podem ser simples, para outros pode ser experimentadas como um conteúdo de sofrimento intenso.

    O apoio da família e de amigos em situações de alterações comportamentais bruscas, que tiram a pessoa do seu eixo, pode ser um indicativo para saber quando precisamos de auxílio. Crianças que se tornam emotivas, que passam a ter um rendimento ruim na escola ou que criam medos irracionais de situações/pessoas/locais pode ser um indicativo de problema na infância.

    Há também Transtornos Mentais de ordem Neurodesenvolvimento que se manifestam ainda nos primeiros anos de vida, nestes casos é comum que a criança não se desenvolva como esperado para sua idade naquela etapa da infância.

    Possibilitar que crianças e adolescentes tenham condições de conviver com familiares, estabelecendo laços afetivos e sociais, além de falar abertamente sobre suas emoções são medidas que podem favorecer o desenvolvimento saudável de crianças e adolescentes. Em qualquer situação, a busca por apoio profissional (Pediatras, Psicólogos, Neurologistas e Psiquiatras) é essencial pois trazer ganhos psicossociais aos indivíduos, permitindo a eles criarem estratégias e significar estes conteúdos que causam sofrimento.


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