Palmas (TO),

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    11/06/2019

    Secretaria da Educação e Sebrae assinam Termo de Cooperação para trabalhar a educação empreendedora em escolas do campo

    Titular da Seduc, Adriana Aguiar, assina Termo de Cooperação com o Sebrae ©Marcio Vieira
    Termo de Cooperação Cooperação assinado entre a Secretaria de Estado da Educação, Juventude e Esportes (Seduc) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) nesta segunda-feira, 10, durante o Fórum de Educação Empreendedora, prevê a implantação do Programa Escola Empreendedora. Com o programa, a temática da educação empreendedora passa a ser trabalhada em 7 escolas da rede estadual de ensino que ofertam a modalidade de educação no campo. 

    Previsto para iniciar em agosto, durante a execução das atividades do projeto serão capacitados em torno de 122 professores, que atenderão 2.512 estudantes. O foco da Seduc é fomentar o empreendedorismo nestas escolas, promovendo a sustentabilidade. O programa conta com formação de professores, material específico para o desenvolvimento da temática no currículo escolar e todo acompanhamento nas atividades e culminância com foco no desenvolvimento territorial e aproveitamento das potencialidades locais.
    Para Adriana Aguiar, o empreendedorismo ajuda a garantir um futuro melhor para os jovens ©Marcio Vieira
    Durante a solenidade, a secretária de Estado da Educação, Juventude e Esportes, Adriana Aguiar, destacou o engajamento da pasta com a temática do empreendedorismo. "Em novembro de 2018, junto com o Sebrae, promovemos a Semana Global de Empreendedorismo para os alunos de dez Diretorias Regionais de Educação e agora avançamos para a formação de professores de escolas do campo, que trabalharão de forma sistematizada a temática e criarão novas oportunidades para os nossos jovens", comemorou. 

    Contemplados

    As escolas contempladas com o Termo de Cooperação Técnica são: Escola Família Agrícola Zé de Deus, de Colinas do Tocantins; Escola Família Agrícola, de Porto Nacional; Escola Família Agrícola José Porfírio de Souza, de São Salvador; Colégio Estadual Fulgêncio Nunes, de Chapada de Natividade; Escola Estadual Silvério Ribeiro Matos, localizada no povoado Mombuca, em Mateiros; Escola Família Agrícola do Bico do Papagaio Padre Josimo, de Esperantina; e a Escola Estadual Beira Rio, de Luzimangues.
    Para o diretor da Escola Família Agrícola Zé de Deus, Severino Vieira, o empreendedorismo abre possibilidade para a vida no campo ©Marcio Vieira
    Para o diretor da Escola Família Agrícola Zé de Deus, de Colinas do Tocantins, o empreendedorismo é um tema que chega para fortalecer o ensino para além da sala de aula. "Daremos aos nossos jovens a possibilidade de empreenderem a partir daquilo que eles produzem no campo, sem precisar ter que sair para a cidade para conquistar um espaço no mercado profissional", apontou.
    Maria Otacília defende o empreendedorismo como ferramenta para mudar a realidade da comunidade escolar ©Marcio Vieira
    A diretora da unidade escolar quilombola Colégio Estadual Fulgêncio Nunes, de Chapada de Natividade, Maria Otacília Oliveira de Jesus, destacou que o empreendedorismo é uma possibilidade de mudança da realidade social da comunidade onde a escola está inserida. "Os nossos alunos estão inseridos em uma realidade socioeconômica muito difícil, em que empreender é um caminho para superar os desafios vividos por eles", destacou.

    O presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Tocantins, Rogério Ramos, apontou a importância da inovação para a conquista de um espaço digno no mercado profissional. "O empreendedorismo liberta os jovens e o cidadão, porque ele abre a cabeça para novas realidades. Nós precisamos fazer os nossos jovens sonharem e terem a cabeça aberta ao desenvolvimento", ressaltou. 

    Palestra 

    O Fórum Educação e Empreendedorismo encerrou-se com a palestra "Qual seu legado como professor? Como será visto no futuro?", realizada por Rossandro Klinjey, um pensador moderno da educação, que tem contribuído com os educadores para refletir as práticas do processo de ensino. Ele foi professor universitário por mais de dez anos, quando passou a se dedicar à atividade de palestrante, no Brasil, na Europa e nos Estados Unidos. 
    Termo de Cooperação foi assinado durante o Fórum de Educação ©Marcio Vieira


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