Palmas (TO),

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    29/08/2019

    MIRACEMA| Prefeitura decreta ponto facultativo para lembrar um ano de assassinato do prefeito

    Caso segue sem solução e família contratou detetive particular. Moisés da Sercon foi encontrado morto com um tiro na cabeça.

    Moisés Costa da Silva era prefeito de Miracema — Foto: Divulgação/Prefeitura de Miracema
    A Prefeitura de Miracema do Tocantins decretou ponto facultativo na próxima sexta-feira (30) para lembrar um ano do assassinato do então prefeito Moisés da Sercon (MDB). Ele foi encontrado morto com um tiro na cabeça dentro da própria caminhonete em uma estrada vicinal no dia 30 de agosto de 2018. O crime segue sem solução.

    O documento, assinado pelo novo prefeito da cidade Saulo Sardinha Milhomem, determina que os servidores de áreas não essenciais não deverão trabalhar durante toda a sexta-feira. Em áreas como saúde, segurança e na comissão permanente de licitação, o atendimento será normal.

    No fim de julho, a família de Moisés da Sercon informou que contrataria um detetive particular para investigar o caso. Segundo Fidel Costa, irmão da vítima, a decisão foi tomada porque a família precisa ter paz e está cansada de esperar uma resposta da Polícia Civil.

    Desde então, foram colocados outdoors em vários pontos do estado questionando o que pode ter acontecido no dia em que o prefeito morreu. Na época do crime a polícia descartou a hipótese de suicídio após o laudo da perícia, mas até hoje nenhum suspeito foi apontado.

    O irmão afirmou que os investigadores contratados começaram a investigação, mas preferiu não divulgar nomes e valores que serão pagos para evitar interferências. Porém, informou que são pessoas experientes que trabalharam nas polícias Federal e Civil de outros estados.

    Moisés Costa da Silva tinha 44 anos, era casado e trabalhou como empresário e contador em Miracema. Ele se candidatou a um cargo público pela primeira vez em 2016, quando foi eleito prefeito da cidade com 84% dos votos válidos.

    A família não descarta que o crime tenha motivação política e diz que não tem nada a esconder.

    G1


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