Palmas (TO),

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    26/09/2019

    CAPITAL| Executivo presta contas das ações da saúde referentes ao 2º quadrimestre de 2019

    ©Aline Batista
    A Câmara Municipal de Palmas promoveu na quinta-feira, 26, audiência pública para prestação de contas referente ao 2º quadrimestre de 2019, sobre ações e serviços de saúde da gestão dos programas do Sistema Único de Saúde (SUS).

    Segundo o Secretário Municipal de Saúde, Daniel Borini Zemuner, a receita do segundo quadrimestre foi de pouco mais de R$ 63 milhões, enquanto as despesas ultrapassaram R$ 68 milhões. Ele apresentou ainda dados sobre os atendimentos realizados e o andamento de obras como o CAPS II e o CAPS I.

    Após a apresentação de dados, os participantes tiveram oportunidade de se pronunciar, além de fazer questionamentos ao Secretário. O Presidente do Conselho Municipal de Saúde, Antônio Saraiva e o vereador Tiago Andrino (PSB) questionaram a falta de pessoal, insumos e medicamentos nas unidades de saúde.
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    Já Milton Neris (Progressistas) e Lúcio Campelo (PR) elogiaram o trabalho desenvolvido, porém demonstraram preocupação com o orçamento da saúde. “Vocês são competentes para resolver, mas a saúde não fecha a conta, essa é a verdade. A prefeita tem que sentar com o pessoal da saúde e dar o aporte necessário”, afirmou Neris.
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    Parlamentares que estão na base de sustentação da prefeita, Major Negreiros (PSB) e Laudecy Coimbra (SD), exaltaram os avanços da saúde e da diminuição das demandas judiciais. “Isso aponta que há dificuldades, mas demonstra que a equipe da secretaria de saúde tem feito esforço e um bom trabalho para tornar a saúde de Palmas melhor a cada dia”, analisou a líder do Executivo.

    Sobre os questionamentos apresentados, Zemuner explicou que a questão de pessoal é mais complexa do que apenas o salário e que é necessário um cuidado maior por parte do Governo Federal. Sobre a falta de insumos e medicamentos, o secretário afirmou que isso se deve à licitação demorar mais do que o planejado. “Boa parte desses problemas já foram resolvidos. É histórico. Não queríamos que fosse assim. Fazemos o planejamento, mas nem sempre conseguimos executar, por exemplo, a licitação que estamos executando agora, iniciou no início do ano”, analisou.

    Sobre as questões de orçamento, o Secretário afirmou que, realmente, há despesas já realizadas que comprometem o orçamento atual. “O Tribunal de Contas exige que se faça um cronograma para pagamento dos prestadores e é assim que é feito. 2018 já pagamos praticante tudo e este ano já regularizamos até abril. Também houve compromisso de remanejar recursos dentro do orçamento da Prefeitura para fecharmos o ano”, explicou.

    Também participaram da audiência os vereadores Vandim do Povo (DC), Filipe Martins (PSC), Folha Filho (PSD), Adão Índio (PSL), Filipe Fernandes (DC), Hélio Santana (PV), Rogério Santos (Republicanos) e Waldson da Agesp (PCdB), além de representantes da Defensoria Pública, do Ministério Público, dentre outros órgãos ligados à área e da sociedade civil.

    Por: Aline Gusmão

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