Palmas (TO),

  • LEIA TAMBÉM

    23/09/2019

    NOVO ACORDO| Vice acusado de encomendar morte de prefeito vai para prisão domiciliar

    Justiça liberou Letim Leitão e dois acusados de intermediar o crime para sair dos presídios sem tornozeleira eletrônica. Medida foi tomada porque o estado não dispõe dos equipamentos.

    Letim Leitão na época em que prestou depoimento para juíza em Novo Acordo ©Reprodução/TV Anhanguera
    O vice-prefeito de Novo Acordo Leto Moura Leitão Filho (PR), conhecido como Letim Leitão, deixou a Casa de Prisão Provisória de Palmas nesta segunda-feira (23). Ele é apontado pela polícia como mandante da tentativa de homicídio contra o prefeito da cidade, Elson Lino de Aguiar (MDB), o Dotozim, em janeiro deste ano.

    Letim foi solto com outros dois acusados de ajudá-lo no planejamento do crime, o empresário Paulo Henrique Sousa e Kelly Fernanda Carvalho. De acordo com a promotoria, eles teriam auxiliado no contato entre o vice-prefeito e o atirador confesso Gustavo Araújo da Silva, que continua preso.

    Durante o julgamento, os três negaram as acusações. Letim Leitão e Kelly Fernanda sempre defenderam que não tinham qualquer participação na tentativa de assassinato. Já Paulo Henrique mudou a versão que tinha apresentado na época da prisão, quando disse ter sido contratado pelo político.

    A Justiça tinha autorizado a soltura deles na semana passada, mas isso ainda não tinha ocorrido porque uma das condições era o uso de tornozeleiras eletrônicas. Como o estado não dispõe do equipamento, a juíza Aline Iglesias entendeu que os réus não poderiam ser penalizados e autorizou a prisão domiciliar deles mesmo assim. Os três vão receber visitas surpresa da Polícia Militar, mas não haverá monitoramento em tempo real.

    Ainda não há decisão sobre se eles devem ou não ir a júri popular.
    Vice-prefeito de Novo Acordo, Leto Moura Leitão Filho (PR), foi solto ©Reprodução/TV Anhanguera
    O crime

    O vice-prefeito de Novo Acordo, Leto Moura Leitão Filho (PR), foi preso em flagrante como suspeito de encomendar o atentado contra o prefeito, Elson Lino de Aguiar (MDB). O atentando contra o prefeito, conhecido na cidade como Dotozim, foi no dia 9 de janeiro. Ele levou três tiros, inclusive um na cabeça, mas já recebeu alta do hospital.

    Além dele, foi também foi capturado Gustavo Araújo da Silva, suspeito de ser o executor do atentado. Inicialmente, eles teriam combinado um pagamento de R$ 10 mil pelo crime, mas o depósito não chegou a ser feito. Também foi preso o empresário Paulo Henrique Sousa, suspeito de fazer a intermediação entre o político e Gustavo.

    A Polícia Civil concluiu as investigações e disse que o crime estava planejado para acontecer antes do Natal de 2018, mas a ação não deu certo. A motivação teria a ver com desentendimentos a respeito da divisão de propinas na cidade. Os dois políticos sempre negaram a participação em qualquer esquema de corrupção.

    Por G1 Tocantins


    Imprimir