Palmas (TO),

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    19/11/2019

    COLUNA DO SIMPI| Crescimento do comércio eletrônico no Brasil


    Apesar dos tempos recessivos que a economia vem passando nos últimos anos, o comércio eletrônico vive uma fase muito interessante: na contramão das tendências do mercado em geral, o faturamento do setor teve alta de 16% no primeiro semestre de 2019. Segundo Maurício Salvador, presidente da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), isso se deve basicamente a dois fatores relevantes. “Em primeiro lugar, o consumidor de hoje tem a percepção de que vai encontrar as melhores ofertas na internet, o que é verdade, já que os preços estão realmente mais baixos do que no mundo físico; e, em segundo, é o crescimento de um outro perfil de consumidor, justamente aquele que está entrando na parcela da população economicamente ativa, que conseguiram um emprego, o primeiro salário e conquistaram o cartão de crédito, passando a consumir através do e-commerce”, esclarecendo que o principal público desse mercado ainda consiste, na prática, em consumidores acostumados a acessar a internet, com faixa etária entre 24 a 49 anos e que já tinham poder aquisitivo, mas que passaram a confiar mais nesse canal em função da praticidade, preços melhores e experiências bem-sucedidas.

    Em entrevista ao programa de TV do SIMPI “A Hora e a Vez da Pequena Empresa”, Salvador explica que, durante o primeiro semestre desse ano, o segmento líder em faturamento foi o de eletrodomésticos, seguido por eletrônicos, informática, celulares, moda e acessórios, saúde e beleza, sendo que as regiões Sudeste e Sul foram as que apresentaram maior representatividade de vendas. “Apesar dos índices satisfatórios, ainda temos diversos gargalos na logística, em que os Correios não conseguem atender o crescimento do setor, e de ordem tributária, notadamente no excesso de burocracia e em questões relativas ao ICMS. Quando conseguirmos destravar isso, o comércio eletrônico vai disparar, inclusive nas exportações, uma vez que praticamente tudo pode ser vendido através da internet, desde peças automotivas até medicamentos. Então, o comércio eletrônico realmente veio para ficar”, conclui ele.

    Impostos: Você pode ter muito “a receber”, sabia?

    Perguntamos a Dra. Luciane Buzaglo, especialista na área tributária do Simpi-RO, se as pequenas empresas podem ter créditos a receber de impostos pagos incorretamente, o que nos respondeu: “Sim não só pode como deve, e o faz de maneira fácil e rápida. E mais: a recuperação de crédito é um direito garantido por lei, que permite que empresas possam realizar o levantamento de créditos de tributos que foram recolhidos indevidamente. Note que esses “erros” são mais comuns do que se pode imaginar, pois quem é que quer pagar impostos a mais?” Ainda de acordo com ela, “O PIS e COFINS MONOFÁSICO é o melhor exemplo disto, e explicamos: esses são impostos federais pagos por empresas privadas, que podem ser tributados na modalidade monofásica. Nessa modalidade monofásica as grandes indústrias é quem fazem o recolhimento na cadeia inicial do produto, ou seja, não passando a responsabilidade desse pagamento para os demais contribuintes, fazendo com que a alíquota desses impostos para os demais contribuintes dessa cadeia seja ZERO, tendo em vista que estas alíquotas já foram anteriormente recolhida pelas indústrias ou por importadores”. Acrescentou ainda que “Os setores de autopeças, perfumaria, produtos farmacêuticos, bebidas, entre outros produtos previstos pela Receita Federal, são os que pagam mais impostos do que deveriam. Assim, para evitar o pagamento indevido, as empresas optantes do Simples Nacional devem sempre observar o cadastro correto da NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul) dos produtos a serem revendidos.”

    Desta forma, você, empresário optante do Simples que deixou de observar a classificação de produtos destinados a revenda e acabou pagando valores indevidos na hora da tributação, pode e deve procurar a assessoria jurídica do Simpi Rondônia, para fazer levantamento dos créditos da receita de vendas das suas mercadorias sujeitas à tributação monofásica que não foram segredadas. É por meio da análise do faturamento da empresa que será possível verificar o quanto foi recolhido a título de PIS e COFINS, comparar os valores apurados, para então pedir a restituição de eventuais créditos, dos últimos 5 anos, dos valores pagos indevidamente.

    Empresas do SIMPLES incluídas na MP do Contribuinte Legal

    Publicada no mês passado pelo Executivo, a Medida Provisória (MP) nº 899/2019 estabeleceu regras e acordos entre a Administração Tributária Federal e os contribuintes que possuem dívidas ativas com a União. Batizada pelo governo como “MP do Contribuinte Legal”, o objetivo desse programa é estimular a resolução dos conflitos referentes a dívidas tributárias consideradas de difícil recuperação, permitindo que essas possam ser renegociadas e parceladas, com descontos que não atingem o valor principal, mas incidem apenas sobre juros, multas e encargos. De acordo com o governo federal, a implementação das ações estabelecidas pela MP tem o potencial de gerar uma arrecadação de R$ 14 bilhões ao longo de três anos.

    Porém, o texto original da MP veda expressamente as renegociações que envolvam créditos tributários do Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (SIMPLES Nacional), distorção essa que uma emenda proposta pelo deputado Federal Marco Bertaiolli (PSD-SP) pretende corrigir. “Essa emenda foi providencial, pois, do jeito que estava, a MP iria beneficiar somente as grandes empresas, deixando de lado as principais geradoras de emprego e renda do País. Afinal, 98% das empresas brasileiras são de micro e pequeno portes, sendo que, destas, 75% são optantes do SIMPLES Nacional”, argumenta Piraci Oliveira, um dos especialistas jurídicos do SIMPI. “Vamos acompanhar a tramitação no Congresso Nacional”, conclui o advogado. 

    MEI: quais documentos apresentar para adquirir seu utilitário com 30% de desconto

    Em matéria recente a “Coluna do Simpi” informou que o Microempreendedor Individual (MEI), e os proprietários de micro e pequenas empresas, inclusive os Produtores Rurais, podem adquirir automóveis ou utilitários para sua empresa com até 30% de descontos. Hoje, vamos mostrar quais documentos são necessários apresentar antes de negociar com a concessionária. Vale lembrar que o percentual de desconto varia de marca para marca. Além disso, não há uma porcentagem estipulada para o desconto. A montadora pode estabelecer um abatimento de 2,5% a 30%, dependendo da situação do comprador. Os documentos necessários para o MEI apresentar são Certificado de Microempreendedor (MEI), cartão de CNPJ, os documentos pessoais, comprovante de endereço e comprovante de renda. Mas não se esqueça, se você quer ter crédito ou conta em banco através da sua empresa, você vai ter que demonstrar movimentação financeira compatível.

    Fica a dica: WhatsApp Business coloca você na frente de seu cliente

    O WhatsApp Business foi desenvolvido para uso comercial dos Microempreendedores individuais (MEIs), micro, pequenas empresas, que podem baixar o aplicativo e configurar o seu uso para linhas exclusivas com esta finalidade, sem ligação alguma a qualquer outra conta do WhatsApp individual. O WhatsApp Business traz os benefícios do app já utilizado por milhões de pessoas em todo o mundo, que é uma forma de torná-lo mais eficiente para empresas, além de possibilitar ao micro e pequeno ficar frente a frente com o cliente, pois permite a separação de contatos pessoais de contatos de clientes.. Agora, além da versão web do WhatsApp pessoal, a versão business conta com uma versão desktop com aplicativo próprio. Assim, funcionários do setor de atendimento podem abrir o aplicativo e acessar todas as conversas diretamente de uma mesa de trabalho, notebook ou outro tipo de dispositivo. Além disso, é possível utilizar etiquetas para organizar as conversas, otimizando o tempo e os processos no contato com os clientes e negociações. E caso desejar pode criar etiquetas que ajudam a organizar o funil de vendas, já que são divididas em: novo cliente, novo pedido, pagamento pendente, pago e pedido finalizado. Há a possibilidade de acessar estatísticas quanto ao seu uso, gerenciar mensagens lidas e não lidas, além de outras informações. Tem também as respostas automáticas, sem duvida a melhor funcionalidade do WhatsApp Business, pois permite que você configure textos automáticos para contatos que são realizados fora do horário de funcionamento, que é informado no aplicativo também. E para começar a usar é muito simples, basta usar o aplicativo normal do dia a dia, o mesmo que você se comunica com seus amigos e familiares. Para empresas entrarem em contato com pessoas ou receberem contatos de pessoas, é necessário instalar o aplicativo WhatsApp Business, disponível neste endereço eletrônico.




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