Palmas (TO),

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    19/11/2019

    MIRACEMA| Prefeitura participa de ato cívico em comemoração do dia da Bandeira

    ©Antonio Luiz
    Tiro de Guerra 11-008 realiza ato cívico nesta terça-feira, 19, em comemoração do Dia da Bandeira. Participaram do momento os jovens soldados em formação, os alunos da Escola Estadual José Damasceno, secretários municipais, demais servidores da Prefeitura e comunidade em geral.

    Bandeira Brasileira

    Com a Proclamação da República, ocorrida em 15 de novembro, era necessária a substituição dos símbolos nacionais que remetessem à monarquia. Sendo assim, no dia 19 de novembro, quatro dias após a proclamação, a nova bandeira foi apresentada e, oficialmente, adotada como bandeira nacional. A nova bandeira foi adotada a partir do Decreto nº 04, assinado pelo presidente provisório Deodoro da Fonseca.

    A nova bandeira, tal como a conhecemos hoje, foi concebida no dia 19 por Raimundo Teixeira Mendes. A bandeira é um dos símbolos máximos de uma nação, aquele que mais fica em evidência, que representa efetivamente o país. Essa importância explica, em grande parte, a urgência dos republicanos em reformularem a bandeira nacional.
    ©Antonio Luiz
    A bandeira antiga representava o Império, trazendo em seu centro um brasão com a imagem da coroa e da cruz, símbolos que se tornaram indesejáveis para os republicanos, já que o presidencialismo e a laicidade eram características patentes do novo regime instituído. Entretanto, mesmo rejeitando o brasão imperial, Teixeira Mendes e seus auxiliares (Miguel de Lemos, Manuel Reis e Décio Villares) tomaram o fundo verde e o losango dourado da bandeira imperial como base para a nova bandeira.

    No lugar do brasão, foi colocado um círculo azul marcado com as estrelas que seriam as mesmas do céu do Rio de Janeiro na noite de 15 de novembro de 1889 (essas estrelas seriam associadas posteriormente aos estados da Federação). Sobre o círculo azul, foi colocada uma faixa branca com a frase: “Ordem e Progresso”. Essa frase é uma referência ao pensamento do filósofo positivista francês Auguste Comte, cuja influência foi extremamente grande entre os republicanos brasileiros.

    As cores de fundo da bandeira (o amarelo e o verde), por influência de alguns poetas românticos, também republicanos, e, sobretudo por obra dos políticos que instituíram a República, passaram a se associar unicamente às características naturais do Brasil, como as florestas frondosas e a riqueza da flora e da fauna, representadas pelo verde, e as riquezas minerais, a opulência do ciclo do ouro, representados pela cor amarela. Essa representação oculta o simbolismo originário dessas cores.

    Originariamente, as cores amarela e verde foram escolhidas para compor a bandeira imperial com o objetivo de representar as duas casas aristocráticas que haviam instituído a primeira dinastia brasileira, isto é, a casa dos Habsburgo, da Áustria, e a casa dos Bragança, de Portugal. À primeira, representada pela cor amarela, pertencia a esposa de D. Pedro I, a imperatriz Leopoldina. À segunda, representada pela cor verde, pertencia o imperador, filho de D. João VI. Essas cores foram escolhidas pela própria imperatriz e indicadas àquele que elaborou a bandeira imperial, o pintor Jean-Baptiste Debret.

    Essas transformações simbólicas pelas quais passou nossa bandeira nacional fazem do dia 19 uma ocasião importante para refletirmos a respeito de nossa história e da importância dos símbolos na compreensão do passado de uma nação. 



    ASSECOM


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