Palmas (TO),

  • LEIA TAMBÉM

    27/03/2020

    Filhos de Bolsonaro se filiam ao Republicanos, partido de Crivella

    O prefeito, que busca o apoio do presidente na reeleição deste ano, comemorou a adesão da família presidencial ao seu partido.

    ©Reuters
    O senador Flávio Bolsonaro, o vereador Carlos Bolsonaro e Rogéria Nantes, filhos e ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), se filiaram ao Republicanos, partido ligado à Igreja Universal cujo principal nome é o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella.

    O prefeito, que busca o apoio do presidente na reeleição deste ano, comemorou a adesão da família presidencial ao seu partido.

    "É uma honra receber o senador @FlavioBolsonaro e o vereador @CarlosBolsonaro no Republicanos. Tenho certeza de que eles chegam no nosso partido para somar. Parabéns e sejam bem-vindos. @jairbolsonaro", escreveu Crivella em sua rede social.


    Carlos deixou o PSC, partido do governador Wilson Witzel, pelo qual foi eleito em 2016 ao quinto mandato na Câmara Municipal carioca. O vereador ainda avalia se tentará a reeleição. A mãe, Rogéria, é uma opção do clã caso o filho do presidente desista da candidatura. Não está descartada também a possibilidade dos dois buscarem duas vagas no Legislativo municipal.

    Flávio também decidiu nesta sexta-feira (27) se filiar à sigla de Crivella. Ainda não há informações sobre a possibilidade do presidente também embarcar no Republicanos, bem como seu terceiro filho político, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, ainda no PSL.

    A família Bolsonaro concorreu em 2018 pelo PSL, mas logo se afastou da direção nacional da sigla, comandada por Luciano Bivar, na esteira do escândalo das candidaturas laranjas.

    O presidente tentou articular a criação de seu novo partido, Aliança pelo Brasil, mas não foi capaz de recolher as assinaturas necessárias no curto prazo de tempo para as eleições deste ano. Desde então, a direção do Republicanos disponibilizou sua estrutura para aqueles ligados ao presidente que quisessem se candidatar esse ano fora do PSL.

    Crivella, por sua vez, aumenta ainda mais a proximidade com o presidente, o que vem buscando nos últimos meses.

    O prefeito nomeou Gutemberg Fonseca, ligado a Flávio, secretário de Ordem de Ordem Pública. Ele era secretário de Governo de Witzel, mas deixou o cargo após o governador se afastar politicamente do presidente.

    Crivella tem conseguido afagos públicos de Bolsonaro, como quando recebeu um abraço do presidente durante um culto na praia de Botafogo. Até o momento, contudo, o presidente não confirmou se embarcará com empenho em sua campanha à reeleição.

    Durante a pandemia do coronavírus, o prefeito do Rio de Janeiro ainda não atendeu ao chamado de Bolsonaro para que revogasse as determinações de isolamento social. Nesta quinta (26), ele renovou por mais 15 dias o fechamento de escolas e autorizou apenas a abertura de lojas de conveniência em postos de gasolina e de material de construção.

    O prefeito segue recomendando que os moradores da cidade fiquem em casa, a fim de reduzir a velocidade de transmissão do vírus.

    NAOM-FOLHAPRESS

    Imprimir