Palmas (TO),

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    06/03/2020

    Ronaldinho Gaúcho e irmão são detidos no Paraguai no caso dos passaportes falsificados

    Ministério Público havia rejeitado acusar formalmente os dois. Porém, após decisão do juiz em manter os brasileiros na investigação, promotores voltaram atrás e ordenaram a prisão do ex-jogador e do irmão.

    Ronaldinho Gaúcho deixa Ministério Público do Paraguai, em Assunção, nesta quinta-feira (5) — Foto: Jorge Adorno/Reuters
    O ex-jogador Ronaldinho Gaúcho e o irmão dele, Roberto de Assis, foram detidos na noite desta sexta-feira (6) no Paraguai após prestarem depoimento à Justiça. Eles são investigados por entrarem no país com passaportes paraguaios adulterados.

    O Globoesporte.com noticiou que os dois vão passar a noite em uma cela da Agrupación Especializada da Polícia Nacional, uma instalação anteriormente usada como cadeia comum, mas que atualmente recebe apenas alguns presos de maior relevância.

    O Ministério Público do Paraguai confirmou que pediu a prisão de Ronaldinho Gaúcho e do irmão por uso de documento público de conteúdo falso. Os dois se preparavam a voltar para o Brasil — o próprio juiz que ouviu os brasileiros havia informado que eles tinham livre circulação para retornar.

    Inicialmente, o MP paraguaio havia decidido não acusar formalmente os brasileiros por considerar que ambos "reconheceram o erro". Porém, nesta tarde, o juiz Mirko Valinotti rejeitou a recomendação dos promotores e ordenou que o caso dos dois irmãos continuasse sob investigação das autoridades paraguaias.

    Com isso, o MP terá até 10 dias para apresentar um novo pedido à Justiça: ou os promotores continuam com a solicitação de liberar Ronaldinho e o irmão do caso ou os dois serão formalmente denunciados.

    Caso Ronaldinho

    Fotos de documentos de identidade paraguaios com nomes de Ronaldinho e seu irmão, Assis — Foto: Ministério Público Paraguai/ Reprodução
    Ronaldinho Gaúcho e Assis são investigados pelas autoridades do Paraguai desde quarta-feira por entrarem no país com passaportes e carteiras de identidade paraguaias adulteradas. Os dois confirmaram que receberam os documentos, mas o MP local entendeu que ambos "foram enganados em sua boa fé".

    Um empresário brasileiro identificado como Wilmondes Sousa Lira foi preso acusado de ter fornecido os documentos a Ronaldinho e ao irmão. Além dele, as titulares dos passaportes originais — duas mulheres paraguaias — também foram detidas.

    Nesta sexta, o juiz Mirko Valinotti decidiu pela prisão de Sousa Lira em presídio paraguaio — segundo o jornal "ABC Color", o magistrado considerou que há perigo de fuga. As duas paraguaias detidas ficarão em prisão domiciliar.

    Investigação ampla


    Autoridade paraguaia analisa passaportes de Ronaldinho Gaúcho e do irmão dele, Assis — Foto: Ministério Público Paraguai/ Reprodução
    De acordo com o promotor paraguaio Federico Delfino, existia um processo de naturalização no Paraguai aberto para Ronaldinho Gaúcho e seu irmão, Assis Moreira. Segundo ele, o procedimento corria à revelia dos dois brasileiros.

    Ainda segundo Delfino, o esquema também envolve um funcionário público paraguaio, que teria apresentado uma série de documentos à Direção de Migração do Paraguai para naturalizar os dois irmãos.

    Ao envolver órgãos oficiais paraguaios, o caso se ampliou no país. Na quinta-feira, o diretor geral da Direção de Migrações, Alexis Penayo, pediu demissão do cargo e criticou o Ministério do Interior pela demora na resolução do caso envolvendo Ronaldinho Gaúcho.

    Por G1


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