Palmas (TO),

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    23/06/2020

    Deputada Luana Ribeiro apresenta PL para instituir Mês Estadual da Consciência Negra no calendário do Estado

    Observando a necessidade de ampliar o debate sobre a temática, a deputada estadual apresentou projeto de Lei que visa auxiliar no combate ao racismo no Estado do Tocantins. 

    O objetivo é promover mais eventos relacionados à temática e ampliar o debate sobre o racismo no Tocantins
    A desigualdade racial ainda persiste no Brasil e no mundo, e gera consequências muitas vezes irreversíveis, como a violência e o assassinato de pessoas negras, fatos evidenciados em protestos como o “Vidas Negras Importam”, ocorridos em maio e junho deste ano. Pensando em ampliar o debate sobre a temática, a deputada estadual Luana Ribeiro apresentou um projeto de Lei que prevê a instituição do Mês Estadual da Consciência Negra no calendário oficial do Tocantins. 

    Para a parlamentar, a discussão é necessária e deve ocorrer durante todo o ano, mas a instituição de um mês dedicado ao assunto pode contribuir para que mais pessoas entendam a relevância de lutar contra o racismo, através de eventos, a serem realizados por movimentos de luta racial e pelo Governo do Estado. “Precisamos ampliar o espaço de debate sobre o racismo e valorização da cultura negra no Tocantins, para isso ser efetivo, é preciso estarmos dispostos a entender melhor sobre a temática. Por isso, um mês dedicado às ações pode contribuir para conscientização da sociedade, das entidades e das instituições”, ressaltou. 

    Conforme o projeto de Lei, o mês de novembro será dedicados às ações de conscientização para o combate ao racismo, valorização da cultura negra e propagação de informações sobre a origem dos povos. O mês já é marcado pelo Dia Nacional da Consciência Negra, celebrado no dia 20, mas com a instituição da campanha, um maior número de ações deve ser realizado. 

    A estudante de jornalismo, Gabriela Santos, acredita que a realização de eventos sobre a temática pode atrair o olhar mais pessoas sobre os problemas enfrentados. “A cultura negra no nosso país foi e ainda é muito estigmatizada, desde a música, até a religião. A promoção de eventos voltados a negritude e ao debate sobre racismo no nosso estado, trará o olhar de mais pessoas para a nossa cultura e para os problemas que vivenciamos devido ao racismo institucionalizado na sociedade”, afirmou.
    Gabriela ressaltou que a promoção de ações voltados à temática pode trazer o olhar de mais pessoas
     sobre a cultura negra e os problemas vivenciados

    Por: Vitória Soares


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