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    16/06/2020

    SAÚDE| Estudo de Oxford encontra 1ª droga que reduz mortes por covid-19

    Corticoide dexametasona reduziu a morte de um terço dos pacientes internados que precisavam de oxigênio, segundo pesquisadores

    Medicamento foi capaz de melhorar estado de saúde de pacientes internados ©Mister Shadow/ASI/Estadão Conteúdo
    Pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, afirmaram ter encontrado a primeira droga que, comprovadamente, reduz a incidência de mortes pela covid-19. Segundo dados divulgados pela universidade nesta terça-feira (16), um terço dos pacientes em fase aguda da covid-19 apresentaram melhora significativa ao usar o medicamento dexametasona, um corticoide de baixo custo e amplamente disponível, segundo a Oxford.

    O medicamento de ação anti-inflamatória foi testado no que é considerada a maior pesquisa do mundo sobre coronavírus para encontrar um medicamento para o combate do vírus. Os pesquisadores afirmaram que se a droga tivesse sido amplamente utilizada desde o início da pandemia no país mais de 5 mil vidas poderiam ter sido salvas.

    Durante o teste, a equipe de pesquisa de Oxford ofereceu o medicamento a 2 mil pacientes internados e os comparou com outros 4 mil que não receberam a droga. Para pacientes em respiradores, o risco de morte caiu em 40%, já para aqueles que estavam utilizando oxigênio a taxa foi de 25% a 20%.

    Aparentemente a droga, que já era utilizada para melhorar a inflamação de outras doenças, quando detecta falhas no sistema imunológico passa a atacar o vírus.

    "Dexametasona é a primeira droga que comprovadamente melhora as chances de sobrevivência da covid-19. A recomendação é que, a partir de agora a dexametasona se torne padrão no tratamento desses pacientes. O medicamento é barato e pode salvar vidas ao redor do mundo imediatamente”, explicou Peter Horby, pesquisador e chefe do estudo em Oxford, por meio de nota.

    De acordo com a universidade, o estudo completo será publicado em breve com todos os detalhes possíveis.

    Fonte: R7
    Por: Guilherme Carrara, do R7*
    *Estagiário do R7 sob supervisão de Deborah Giannini

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