Palmas (TO),

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    14/07/2020

    CAPITAL| Cínthia diz que horário estabelecido no novo decreto vai ajudar na fiscalização

    "A cidade precisa colocar o seu funcionamento dentro de um horário e, pré-estabelecido, inclusive, para ajudar nas nossas rotinas de fiscalização", observou Cinthia durante entrevista.

    ©ARQUIVO
    "A cidade precisa colocar o seu funcionamento dentro de um horário e pré-estabelecido, inclusive, para ajudar nas nossas rotinas de fiscalização", observou a prefeita de Palmas, Cinthia Ribeiro, durante uma entrevista realizada nesta segunda-feira, 13, na qual a gestora falou mais sobre o novo decreto que começou a vigorar na Capital, que determina o fechamento de todos os seguimentos comerciais entre 20h e 5h, incluindo os supermercados. 

    A prefeita relatou que esse horário estabelecido para o funcionamento da cidade foi justamente com a verificação da quantidade de notificações. Conforme a gestora, desde o início da pandemia, Palmas já registrou cerca 660 notificações, mais de 240 multas e duas empresas tiveram os alvarás suspensos. "Por isso temos feito tudo com muita responsabilidade", pontuou Cinthia. 

    Sustentou ainda que mais de 90% dos empresários e comerciantes atenderam todas as recomendações da gestão, mas tiveram muitos problemas com as pessoas que não estavam preparadas para a tentativa de retomada desse segmento. "Uma grande queixa dos donos de estabelecimentos, é que eles fizeram investimento para o distanciamento e todas as medidas sanitárias que foram recomendadas e, ainda assim, eles têm problemas com os clientes quando chegam", relatou. 

    Durante a entrevista, a prefeita lembrou que Palmas é, hoje, a segunda Capital com menor índice de letalidade no Brasil. “Se conseguimos chegar até aqui, com pouco mais de conforto e tranquilidade, é porque o poder público foi muito eficiente e isso é resultado das medidas que adotamos”, explicou. 

    Sobre as regras de enfrentamento da pandemia adotadas até agora, Cinthia disse que a prefeitura é muito cobrada e castigada por algumas pessoas que, segundo ela, não entendem como esses decretos são elaborados. “Tudo isso é feito com base em estudos científicos e com muita responsabilidade", pontuou a gestora. 

    A prefeita falou também sobre a falta de respeito com os agentes que trabalham na linha de frente. “Venho reforçar a necessidade de respeito com esses trabalhadores que estão na linha de frente, assim como os profissionais da Saúde, que têm enfrentado a ignorância e a falta de respeito das pessoas que não entendem o motivo do trabalho deles", relatou a prefeita. 

    Estão fora do novo decreto as atividades de serviços médicos e hospitalares, farmácias e laboratórios, serviços funerários, serviços de táxi e aplicativos, transporte de cargas, principalmente gêneros alimentícios, serviços de telecomunicação, serviços de delivery e postos de combustíveis, sem o funcionamento das lojas de conveniência.

    T1
    Por: Gilson Cavalcante


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