Palmas (TO),

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    01/07/2020

    Governo do Tocantins discute medidas para aumentar a competitividade das indústrias frigoríficas instaladas no estado

    Os pecuaristas pediram medidas para aumentar o rebanho no Estado, entre outras ações.

    Secretário da Fazenda e Planejamento, Sandro Henrique, acompanhado dos secretários Tom Lyra e Thiago Dourado , em reunião com as indústrias de frigorífico na sede da Sefaz ©Flávio Cavalera
    Intermediada pelo secretário da Indústria, Comércio e Serviço, Tom Lyra, representantes das indústrias frigoríficas de carne instaladas no Tocantins participaram nessa terça-feira, 30, de uma reunião com o secretário da Fazenda e do Planejamento (Sefaz), Sandro Henrique Armando, na sede da Sefaz, para discutir medidas para aumentar a competitividade do setor no mercado nacional.

    A reunião, acompanhada pelo secretário da Agricultura, Pecuária e Aquicultura, Thiago Dourado, contou com a presença do Presidente do Sindicato das Indústrias Frigoríficas de Carnes Bovinas, Suínas, Aves, Peixes e Derivados do Estado do Tocantins – Sindicarnes, Oswaldo Stival e do presidente executivo , Gilson Cabral, diretor da unidade de beneficiamento da Plena Alimentos, Wesley Lopes, representante da JBS, João Henrique, e técnicos do governo.

    O presidente executivo do Sindicarnes colocou que o setor é um dos que mais empregam no estado. O Tocantins conta com uma capacidade instalada para abater em torno de 2 milhões de cabeças por ano e gerar 10 mil empregos diretos, e outros 50 mil indiretos.

    Os pecuaristas pediram medidas do Governo do Estado para aumentar o rebanho no Estado, tendo em vista que a baixa oferta de boi vem refletindo nas operações das plantas frigoríficas. Segundo o Sindicarnes, este ano foram perdidas 560 vagas porque as plantas estão operando abaixo da capacidade, ocasionada pela falta de matéria-prima na região.

    Gilson Cabral reiterou que a medida adotada pelo Governo do Estado no ano passado de aumentar a carga tributária da saída interestadual do bovino foi importante, mas os reflexos serão sentidos a médio prazo.

    Os pecuaristas também pediram a equiparação da alíquota com os estados circunvizinhos para tornar a carne industrializada no Tocantins mais competitiva no mercado nacional. Os representantes das indústrias frigoríficas reivindicaram ainda maior rigor no monitoramento das fronteiras para evitar a saída do rebanho tocantinense.

    Alíquota

    Sobre a mudança de alíquota, o secretário da Fazenda e do Planejamento se colocou à disposição para voltar a discutir o assunto e encontrar uma proposta que seja interessante para ambos os lados, tanto do governo, como da indústria. “Temos que alinhar uma situação que não haja perda de arrecadação, e por outro lado, não coloque os pecuaristas em dificuldades”, afirmou.

    Sobre a saída do gado irregularmente, Sandro Armando informou que o estado vem adotando medidas para evitar esta situação e que está lançando um sistema de georeferenciamento para ajudar a reforçar a fiscalização nas fronteiras.

    Ao final, Sandro Henrique destacou a preocupação do governador Mauro Carlesse em aumentar a competitividades das indústrias instaladas no estado. “A gente sabe o quanto este setor é importante para a economia do nosso estado”, acrescentou. Novas reuniões ficaram agendadas para o próximo mês para alinhar melhor as propostas apresentadas.

    O secretário Tom Lyra avaliou como muito importante a participação do secretário da Fazenda e Planejamento, demonstrando que estado está disposto ao diálogo com este segmento tão importante para a economia do Tocantins. “Estou muito feliz e isto demonstra que o governador Mauro Carlesse está aberto ao diálogo com este setor, fundamental na geração de emprego e renda no estado”, afirmou.

    Por: Fábia Lázaro


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