Palmas (TO),

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    03/08/2020

    Ministro assina acordo após confessar crime eleitoral

    Além de confessar a prática ilícita, Onix Lorenzoni também concordou em pagar uma multa de 189 mil reais.

    ©DR
    O ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, fechou hoje um acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR) após ter admitido receber doações eleitorais não declaradas da empresa JBS, prática conhecida como 'caixa dois'.

    As doações teriam ocorrido em 2012 e 2014 e, na sequência da admissão das doações, Lorenzoni poderá ver o seu processo encerrado, caso o Supremo Tribunal Federal aceite o acordo.

    O ministro, que é aliado do Presidente Jair Bolsonaro (sem partido), desde o período eleitoral, foi investigado pela PGR após executivos da JBS, maior empresa de venda de carne no mundo, fornecerem informações dentro de um amplo acordo de colaboração com a Justiça firmado na PGR no âmbito da operação Lava Jato, que causou uma série de escândalos e quase levou à destituição do ex-Presidente Michel Temer.

    Quando o seu nome foi mencionado entre o grupo de políticos que teria alegadamente recebido da JBS dinheiro não declarado à Justiça eleitoral, Lorenzoni negou ter cometido qualquer ilícito.

    O político também atacou adversários mencionados noutras investigações da Lava Jato, operação da polícia que descobriu escândalos de corrupção na petrolífera estatal Petrobras e em diferentes órgãos públicos.

    Além de confessar a prática ilícita, firmando um novo acordo de não persecução penal, no âmbito da nova Lei Anticrime, o ministro também concordou em pagar uma multa de 189 mil reais.

    Este novo dispositivo da lei estabeleceu a possibilidade destes acordos para crimes realizados sem violência e cuja pena mínima seja inferior a quatro anos.

    Agora, o acordo será enviado ao juiz Marco Aurélio do Supremo Tribunal Federal para homologação.

    A operação Lava Jato, iniciada em 2014, desvendou um vasto esquema de corrupção envolvendo a petrolífera Petrobras e outros órgãos públicos, que levou à prisão de empresários, ex-funcionários públicos e políticos.

    NAOM

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