Palmas (TO),

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    23/10/2020

    Secretaria da Saúde emite nota sobre fluxograma para pacientes com toxoplasmose gestacional

    Toda gestante deve ser orientada para prevenção da infecção que pode causar sérias complicações à saúde do bebê

    Diagnóstico precoce da doença pode evitar danos neurológicos ao bebê
    A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Superintendência de Vigilância em Saúde, emitiu esta semana, nota técnica sobre o fluxograma estadual para a condução clínica, diagnóstico e tratamento da Toxoplasmose Gestacional. A doença que acomete de cinco a 23 crianças a cada 10 mil nascidos vivos no Brasil, é uma preocupação para os especialistas em saúde, devido alterações neurológicas que pode causar e consequentemente os prejuízos na qualidade de vida dos contaminados.

    “O início precoce do tratamento, principalmente até três semanas após a infecção aguda na vida intrauterina ou até dois meses após o nascimento, está associado à menor ocorrência de danos neurológicos”, diz a nota acrescentando que “segundo recomendações do Ministério da Saúde (MS), é realizado rastreamento e monitoramento dos casos de toxoplasmose gestacional, através de triagens sorológicas durante o pré-natal, principalmente em lugares onde a prevalência é elevada. Esta atividade visa à prevenção da transmissão fetal proporcionando o tratamento precoce caso haja transmissão intrauterina”.
    ©DIVULGAÇÃO
    No Tocantins o Hospital e Maternidade Dona Regina Siqueira Campos e o Hospital Maternidade Dom Orione são referências para todas as gestantes diagnosticadas com toxoplasmose no Estado. “Aliado a isso são feitas ações de vigilância e monitoramento dos casos suspeitos e confirmados, os quais baseiam o planejamento das ações de prevenção e controle junto aos municípios, como treinamento em serviço, normatização de instrumentos oficiais, dentre outros”, destacou o gerente das Doenças Transmissíveis da SES, Rhonner Marcilio Lopes.

    Rhonner é coautor da nota, juntamente com a mestre em Ciências da Saúde e assessora técnica de Vigilância das Doenças de Veiculação Hídrica e Alimentar, Márcia Faria e Silva; a enfermeira da Área Técnica da Rede Cegonha, Raquel Marques Soares e o conselheiro titular do Conselho Regional de Medicina (CRM-TO), Fábio Roberto Ruiz de Moraes.

    No documento são elencadas as condutas clínicas para diagnóstico e tratamento da toxoplasmose gestacional antes e após as 16 semanas de gestação. “A idade gestacional conta como ponto de partida para o tratamento da gestante, bem como os protocolos a ser usados pela equipe que a assiste, para que haja o menor impacto possível sobre a saúde do feto”, destaca Raquel Marques.

    O MS através da Portaria Nº. 204/2016 inclui a toxoplasmose gestacional e congênita como de notificação compulsória semanal (realizada em até sete dias, diante do conhecimento da ocorrência da doença). Cada município deve notificar os casos ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN).

    Por: Aldenes Lima

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