Palmas (TO),

  • LEIA TAMBÉM

    18/11/2020

    Guedes: há acordos políticos que impedem privatizações

    Guedes voltou a citar Eletrobras, Correios, PPSA e porto de Santos entre as companhias públicas a serem transferidas para o setor privado.

    © DR
    O ministro da Economia, Paulo Guedes, acusou que um acordo político vem impedindo, em Brasília, o andamento da agenda de privatizações do governo. Guedes disse que só prometeu anunciar quatro grandes privatizações em 90 dias, o que não aconteceu, porque havia um acordo entre as principais lideranças políticas para acelerar a pauta. No entanto, o ministro afirmou que, na "última hora", descobriu que existem acordos políticos contra a agenda.

    "Somos um governo de centro-direita, ganhamos as eleições dizendo que vamos transformar o Estado brasileiro, que vamos privatizar. Como é que pode ter um acordo político que impede as privatizações?", questionou Guedes ao participar de premiação realizada nesta quarta-feira, 18, pela revista Exame.

    O ministro, que um mês e meio atrás chegou a acusar o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de agir contra as privatizações, não citou nomes desta vez, limitando-se a apontar acordos políticos de "centro-esquerda" contra a pauta. Também ponderou que falta ao País fazer uma "opção decisiva" pelas privatizações.

    "Votos foram dados para implementar um programa de governo que tem eixo de privatizações", observou o comandante da equipe econômica.

    Guedes voltou a citar Eletrobras, Correios, PPSA e porto de Santos entre as companhias públicas a serem transferidas para o setor privado. Manifestou ainda uma mensagem positiva sobre o andamento da agenda no ano que vem, ao pontuar que as privatizações costumam andar mais rápido no terceiro ano de mandato. A referência é o governo FHC, que entrou para história pelas privatizações, mas que não vendeu nenhuma empresa no primeiro ano de mandato.

    "Temos quase R$ 1 trilhão em estatais e quase R$ 1 trilhão em imóveis (...) Temos que desentupir esse canal (de privatizações)", afirmou o ministro.

    NAOM

    ***