Palmas (TO),

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    26/11/2020

    Operação investiga comerciantes suspeitos de reter cartões de indígenas e idosos para garantir pagamento de compras

    Mandados de busca e apreensão foram cumpridos pela Polícia Civil em Tocantínia, na região central do estado. Agentes apreenderam até senhas das vítimas escritas em papéis.

    Cartões e comprovantes apreendidos pela polícia ©Polícia Civil/Divulgação
    Na manhã desta quinta-feira (26) a Polícia Civil cumpriu seis mandados de busca e apreensão contra comerciantes de Tocantínia, na região central do estado, suspeitos de reter cartões bancários de indígenas e idosos da cidade. A suspeita da polícia é que o objetivo dos empresários era garantir o pagamento dos produtos adquiridos pelas vítimas nos estabelecimentos.

    Durante as buscas foram apreendidos diversos cartões e senhas anotadas em papéis. A investigação está sendo feita pela 69ª Delegacia de Polícia de Tocantínia. A operação foi chamada de Borduna.

    As vítimas seriam indígenas do povo Xerente, além de idosos e outros moradores da região. As investigações iniciaram após o Ministério Público Federal (MPF) enviar uma notícia crime de que cartões bancários utilizados para sacara auxílios do Governo Federal estavam sendo retidos pelos comerciantes.
    Agente da polícia durante cumprimento de mandado de busca ©Polícia Civil/Divulgação
    Segundo a Secretaria de Segurança Pública, os cartões ficavam com os comerciantes e, à medida que os benefícios eram depositados, os valores eram debitados das contas. Há indícios de que os empresários sabiam, inclusive, as senhas bancárias dos indígenas e realizavam saques mensalmente.

    O delegado Hismael Athos, responsável pelas investigações, informou que é crime reter cartão de idoso e que a operação, inicialmente, servirá de alerta para que os povos indígenas retomem seus documentos e cartões pessoais.

    “Orientamos que os beneficiários dos recursos busquem pessoas de sua confiança para realizar os saques bancários e jamais entregue seus cartões bancários a terceiros”, disse.

    A Polícia Civil informou que a operação foi batizada de Borduna em homenagem uma espécie de armamento indígena, fabricada em madeira maciça e utilizado em caçadas ou mesmo para em situações de ataque e defesa.

    Por G1 Tocantins

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