Palmas (TO),

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    20/12/2020

    Justiça nega pedido de vice acusado de tentar matar prefeito para trabalhar como caminhoneiro

    O juiz entendeu que não havia como monitorar Leto Moura Leitão Filho durante os deslocamentos e não autorizou o pedido. Ele recebeu autorização para viajar no fim de ano e passar o Natal com a família.

    Justiça negou pedido do ex-vice de Novo Acordo ©Reprodução/TV Anhanguera
    A Justiça negou um pedido do ex-vice-prefeito de Novo Acordo Leto Moura Leitão Filho, conhecido como Letim Leitão, para trabalhar como caminhoneiro. Ele é acusado de encomendar uma tentativa de assassinato contra o prefeito da cidade, Elson Lino de Aguiar (MDB). Atualmente Letim Leitão responde ao processo em liberdade e é monitorado por tornozeleira eletrônica.

    Não conseguimos contato com a defesa de Leto Moura Leitão Filho. Em todas as ocasiões em que falou sobre o crime ele negou todas as acusações.

    O juiz Jordam Jardim, da 1ª Escrivania Criminal de Novo Acordo, baseou a decisão no fato de que não haveria como monitorar o réu de forma eficiente durante os deslocamentos. "O pleito é inconcebível, sobretudo considerando que a liberdade do acusado está diretamente condicionada a seu integral monitoramento, algo que definitivamente não pode ser garantido a partir da premissa de que o réu se deslocaria por incertos locais onde pode haver ou não, cobertura da rede que garantia a precisão de sua localização".

    Apesar disso, o juiz autorizou que Letim Leitão viaje para Rio Sono, no interior do estado, para passar as festas de fim de ano com a família.

    Letim Leitão e outros acusados de participação na tentativa de homicídio devem ir à Juri Popular, mas o julgamento ainda não foi marcado. O crime aconteceu em janeiro de 2019.

    O prefeito, conhecido na cidade como Dotozim, levou três tiros, inclusive um na cabeça, mas conseguiu sobreviver. A Polícia Civil concluiu as investigações e disse que o crime estava planejado para acontecer antes do Natal de 2018, mas a ação não deu certo. A motivação teria a ver com desentendimentos a respeito da divisão de propinas na cidade. Os dois políticos sempre negaram a participação em qualquer esquema de corrupção.

    Além de Letim Leitão, a Polícia Civil e o Ministério Público concluíram que a trama teve participação de outras três pessoas. Um empresário e uma jovem que teriam intermediado o contato do então vice-prefeito com o executor e um rapaz contratado como pistoleiro.

    Letim Leitão chegou a ficar preso no sistema prisional, mas atualmente responde em prisão domiciliar. Em todos os depoimentos, ele sempre negou ter encomendado o crime.


    Por G1 Tocantins

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