Palmas (TO),

  • LEIA TAMBÉM

    25/01/2021

    STF autoriza inquérito da PGR sobre conduta de Eduardo Pazuello na crise em Manaus

    Ministro do STF determinou que Pazuello deve ser ouvido em até cinco dias, mas pode escolher data e local. PGR quer apurar conduta do ministro da Saúde frente ao colapso no Amazonas.

    ©ARQUIVO
    O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, autorizou nesta segunda-feira (25) a abertura de inquérito para investigar a conduta do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, na crise da saúde do Amazonas, causada pelo colapso no fornecimento de oxigênio.

    Agora, Pazuello passa a ser formalmente investigado no Supremo por suposta omissão. A investigação vai começar pelo depoimento do ministro à Polícia Federal. Ainda não há data para a prestação destes esclarecimentos.

    Como investigado, Pazuello terá que apresentar informações sobre as ações efetivamente adotadas em relação ao estado da saúde pública de Manaus. Lewandowski definiu prazo inicial de 60 dias para as investigações da PGR.

    Na decisão, o ministro do STF definiu que o depoimento de Pazuello deve ocorrer em até cinco dias após a intimação. O relator também determinou que, considerando a fase embrionária das investigações, Pazuello terá a prerrogativa de marcar o dia, o horário e o local para ser ouvido pela Polícia Federal.

    O envio do caso a Lewandowski foi determinado nesta segunda pela vice-presidente do STF, Rosa Weber – que está à frente do plantão judiciário durante o recesso. Lewandowski já é relator de outros temas ligados à pandemia e, por isso, foi designado como responsável pela análise.

    O pedido de inquérito foi enviado ao Supremo no sábado (23) pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, com base em uma representação do partido Cidadania e em informações apresentadas pelo próprio ministro Pazuello – além de apuração preliminar da própria PGR.

    Após o pedido da PGR ao Supremo, o Ministério da Saúde informou que aguardaria a notificação oficial para se manifestar.


    Por Márcio Falcão e Fernanda Vivas, TV Globo — Brasília


    ***