Palmas (TO),

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    19/02/2021

    Bairros do sul de Palmas registram mais mortes por Covid-19 que quadras do plano diretor

    O setor com mais óbitos até o momento é o Aureny III, com 14 casos. No plano diretor, a Arne 51 é a quadra com mais mortes.

    Maioria dos mortos pela Covid-19 em Palmas morava na região sul da cidade
    Os bairros da região sul de Palmas, fora do plano diretor da capital, são os que registram mais mortes por Covid-19 na cidade. O setor com o pior resultado é o Jardim Aureny III, com 14 óbitos. A segunda colocação é do bairro vizinho, Jardim Aureny II, que teve 13 casos. No plano diretor, a quadra com mais mortes é a Arne 51, que teve sete casos.

    As informações constam no mapa da Prefeitura de Palmas que monitora a situação na cidade toda. "Nós temos lá uma questão de determinação social. Nós temos uma conformação do espaço social geográfico que vive diferente e também tem o maior número de pessoas vivendo nesta comunidade. Então estes são fatores que podem levar a uma disseminação mais rápida da doença. A transmissão entre as famílias. Então tudo isso são fatores que contribuem", explica Marta Malheiros, a coordenadora de vigilância em saúde de Palmas.

    "Você via as notícias da televisão, mas você nunca imaginava que poderia chegar na tua família e pegar logo o patriarca, né? Tirar uma pessoa tão importante da nossa família", diz Magnum Santos. Ele é filho de uma das vítimas da Covid, o seu Ribamar. O professor, tinha 83 anos quando em agosto do ano passado não resistiu e morreu. Ele era um pioneiro de Palmas, morava no Aureny II, quadra que ajudou a fundar e onde tem até uma rua com o nome dele.

    Por causa das condições apontadas pela prefeitura, há ações específicas para cada quadra com altos índices de mortes pela Covid. "Desde o início, a região sul nós implantamos três unidades sentinelas que funcionam sábado e domingo o dia todo para coleta de exames. Tanto pro diagnóstico como pro monitoramento destes pacientes. Então o olhar para lá sempre foi um olhar específico para aquela comunidade", conclui Marta.

    "Nós estamos cansados dessa pandemia, nós estamos cansados de ficar presos. Só que essa doença não cansou de nós não. Ela tá ai firme e forte e criando força. Para ela perder essa força, depende de nós, dos nossos cuidados", diz Magnum.

    Por TV Anhanguera

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