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    25/05/2021

    COLUNA DO SIMPI| Demissões nas micro e pequenas indústrias atinge o seu pior resultado em dois anos

    Simpi/Datafolha: Demissões nas micro e pequenas indústrias atinge o seu pior resultado em dois anos

    Há quase dois anos as micro e pequenas indústrias não registravam números de emprego tão ruins. O setor, que a partir de julho de 2019 vinha reportando um aumento na abertura de vagas, segue demitindo mais do que contratando desde o início da pandemia. As informações são do Indicador de Atividade da Micro e Pequena Indústria, realizado pelo Datafolha, a pedido do Sindicato das Micro e Pequenas Indústrias (Simpi). O índice de contratações, que varia de 0 a 200, teve queda de 95 para 90 pontos entre março e abril, o pior resultado do ano. Registros abaixo de 100 pontos apontam para perda de postos de trabalho, ou seja, mais demissões do que contratações. Considerando o atual cenário de incertezas, com o alto custo de produção e queda no consumo, a expectativa é de aumento no desemprego nos próximos meses para 69% das micro e pequenas indústrias consultadas na pesquisa. Em relação ao resultado das vendas o montante registrado ficou abaixo do esperado para 68% dos entrevistados. Para 25% está dentro do esperado e apenas 7% afirmaram que venderam acima do esperado. Numa avaliação geral da economia do país, de acordo com a pesquisa, 64% das micro e pequenas indústrias consultadas classificam como ruim ou péssima. Para 28%, a situação é regular. E apenas 7% percebem como boa ou ótima. Em relação ao futuro próximo, 47% dos entrevistados na pesquisa acreditam que a situação econômica do Brasil vai piorar. Para 29%, ficará como está. E outros 21% acham que vai melhorar.

    A previsão é pessimista também com relação à expectativa de inflação. Para 77% das micro e pequenas indústrias consultadas a inflação deve aumentar nos próximos meses. Este é o segundo pior resultado de acordo com a série histórica da pesquisa, iniciada em 2013. Ainda de acordo com a pesquisa, para 18%, a inflação deve ficar como está. E 4% acreditam que vai diminuir.

    MEI tem até dia 31 de maio para entregar Declaração Anual do Simples Nacional

    O prazo para os microempreendedores individuais (MEIs) entregarem a Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI) termina na próxima segunda-feira (31). Ela não deve ser confundida com o Imposto de Renda, que também tem prazo de envio na mesma data.

    O MEI que não declarar seus rendimentos de 2020 pode pagar multa no valor mínimo de R$ 50 ou de 2% ao mês, limitada a 20% sobre o valor total dos tributos declarados.

    A declaração do MEI não acarreta nenhuma cobrança adicional porque o imposto já é pago mensalmente. O tributo inclui o Imposto de Renda e a contribuição previdenciária. Se tiver dificuldades em fazer, procure o Simpi de seu estado que lá faz para você.

    Recuperação ainda este ano?

    O processo de recuperação econômica no Brasil deve ocorrer no segundo semestre, acredita o jornalista e economista Luís Artur Nogueira. Para ele, o avanço da vacinação na população adulta nos possibilitará reabrir a economia. O cenário global é favorável. “O crescimento econômico mundial deve ficar em torno de 6%, puxado pela China, nosso principal parceiro comercial”, acredita. Segundo ele, é o momento para fazer concessões e privatizações na área de infraestrutura, como leilões de portos, aeroportos, rodovias, energia e saneamento. “O cenário é positivo, mas precisamos avançar com as reformas tributária e administrativa, além de regular a inflação, que encarece o crédito e prejudica consumidores e empresários”, afirma.

    O lucro na recessão

    Os indicadores econômicos de maio ainda mostram perspectiva de recessão, na percepção do economista Otto Nogami. Neste momento, segundo ele, é preciso repensar a gestão da empresa e o posicionamento dos produtos. “Tendo como prioridade manter o ponto de equilíbrio do negócio, é sempre importante saber o quanto é preciso produzir e vender para que a empresa esteja em equilíbrio e até gerar lucro”, explica. Para isso, segundo Nogami, é utilizado o conceito de margem de contribuição, calculado com base em três componentes – custo fixo da empresa, custo variável unitário e preço do produto. “A diferença entre o preço de comercialização e o custo variável unitário do produto é utilizada para amortizar o custo fixo. Nessa relação custo fixo e margem, temos a quantidade que deveremos produzir e vender para manter o equilíbrio do negócio. Portanto o ideal é manter custo fixo e variável unitário o menor possível e o preço mais alto possível. Isso faz com que a empresa se torne menos suscetível à recessão”, esclarece.

    Sete em cada dez empreendedores fizeram vendas online na pandemia

    Sete em cada dez micro, pequenas ou médias empresas (73,4%) do país estão fazendo vendas online durante a pandemia do novo coronavírus. Isso é o que revelou uma pesquisa feita pela Serasa Experian com 508 empreendedores, realizada no mês de fevereiro. Desse total, 83,1% pretendem manter a realização dos negócios pela internet mesmo quando a pandemia acabar.

    Dentre os canais mais utilizados para as vendas estão as redes sociais, principalmente o WhatsApp (72%). Na pesquisa, os entrevistados revelaram ainda que a venda online ajudou a atingir públicos diferentes (51% das respostas mencionaram isso), criou mais exposição para o seu negócio (44,8%) e permitiu atingir novas regiões (34,5%).

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