Palmas (TO),

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    03/07/2021

    Pedido do vice acusado de atentado contra prefeito para anular ida a júri popular é negado no TJ

    Defesa de Letim Leitão tentava anular a audiência que determinava que o caso fosse a júri popular. Atentado foi em 2019 contra o então prefeito de Novo Acordo, Elson Lino de Aguiar.

    Leto Moura Leitão Filho na época em que foi preso como suspeito do crime em 2019 ©Reprodução/TV Anhanguera
    A Justiça negou o pedido apresentado pela defesa do ex-vice-prefeito de Novo Acordo, Leto Moura Leitão Filho, conhecido como Letim Leitão, para anular a decisão de mandá-lo a júri popular. Ele é acusado de encomendar uma tentativa de assassinato realizada em 2019 contra o então prefeito da cidade, Elson Lino de Aguiar. O político chegou a ser baleado na cabeça, mas foi socorrido a tempo e sobreviveu.

    A decisão de mandar Letim Leitão e os outros acusados do crime para júri popular foi tomada em agosto de 2020 pela juíza Aline Bailão Iglesias, da Comarca de Novo Acordo. Os advogados pediram a anulação alegando 'ausência de suporte probatório'.

    Os desembargadores da 4ª turma julgadora da 2ª Câmara Criminal do TJ entenderam, por unanimidade, que o argumento é genérico. O acórdão da decisão diz que as provas do caso estão embasadas em depoimentos da vítima, de testemunhas e ainda em elementos colhidos no celular de Letim Leitão.

    O G1 não conseguiu localizar a defesa de Leto Moura Leitão Filho para comentar o caso. Ao longo de todo o processo ele vem negando as acusações e reafirmando ser inocente.
    Letim Leitão durante depoimento para juíza em Novo Acordo em 2020 ©Reprodução/TV Anhanguera
    O recurso tinha sido apresentado apenas pela defesa do ex-vice-prefeito e por isso não se aplicava aos outros três acusados. De acordo com a Polícia Civil, o político teve ajuda de uma empresário e uma amiga dele para intermediar o contato com o executor do crime.

    A decisão do TJ foi tomada no último dia 8 de junho, mas só foi divulgada agora porque trechos do processo estão sob segredo de Justiça. Ainda não há uma data marcada para o julgamento.

    Na época do crime, os policiais que investigavam o caso afirmaram que o atentado foi encomendado após um desentendimento entre o prefeito e o vice sobre a divisão de propinas na cidade. Esta versão sempre foi negada tanto pela vítima quanto pelo acusado, que disseram nunca ter participado de esquemas de corrupção. Atualmente, Letim Leitão responde ao processo em liberdade.

    Por João Guilherme Lobasz, G1 Tocantins

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